• Nélia Duarte

um self-portrait mais de dentro do que de fora ou como dúvidas me toldam o cristalino dos olhos

O pigmento da tinta a óleo, seja de que origem for, é uma maravilha.

Usei 4 cores nesta tela: branco, castanho, laranja, terra de siena.

Questionam-me, por vezes, porque escolhi eu o óleo? Agora, neste nosso tempo, em que todos somos sempre muito apressados e sem tempo.

A secagem é demorada, é, mas a execução directa permite a continuidade do trabalho até à sua conclusão sem paragens.

E, se outra razão não houvesse, o aveludado do óleo é um conforto.


Tenho tido alguns convites para integrar eventos expositórios mas tenho declinado; neste momento não desejo "mostrar-me", porque isso implica socializar e eu só desejo sossego e aprender tudo aquilo que puder.


Ouço, agora, "pode alguém ser quem não é" do Sérgio Godinho, álbum "Pré-Histórias" de 72


"Pode alguém ser livre /Se outro alguém não é /A corda dum outro / Serve-me no pé | Nos dois punhos, nas mãos | No pescoço, diz-me: |Pode alguém ser quem não é? "



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© Nélia Duarte  

Lagos, Algarve

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