• Nélia Duarte

um dia a menos para a morte convêm que seja um dia vivido

Estou a gostar muito da minha experiência com o giz, até porque em presença de um vazio criativo (chamemos-lhe assim) este desbloqueio à custa das grandes obras e dos Mestres têm-me mantido entusiasmada, realizada e em treino. O mais difícil no giz é o pó. Tudo à minha volta está baço de partículas de pó, nas narinas sinto o pó e a secura. Contudo a rapidez na aplicação com o giz na horizontal (é a minha forma de o usar) e o colorido resultante do pigmento do giz é muito agradável. Também, é muito mais fácil guardar em casa folhas de papel do que telas.


Há alguns meses fiz um workshop de desenho – corpo humano e agora, a espaços, volto-me para o nu.

Toulouse_Lautrec et moi

Foi por isso que peguei em Toulouse – Lautrec hoje, porque queria desenhar um nu. O processo de desenho que estou a adoptar nesta sequência é observação e desenho com um giz de pastel que tem que sair à primeira e como sair fica; também é frequente – e desejável - que ao me concentrar no que vou produzindo me abstraia por completo do que observei anteriormente; apesar disso, e ainda assim, o treino da observação e reprodução está a cumprir-se e estou a ultrapassar a dificuldade que para mim representa. Penso que apesar de tudo tenho conseguido expressar o que sinto, numa – quase – catarse.







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© Nélia Duarte  

Lagos, Algarve

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DUARTE