• Nélia Duarte

Há sempre alguém que resiste

O que começou por ser um bom auspicio acabou por resultar num fracasso. Acontece.

Fiquei sem rumo quando me surgiu a ideia de usar efeitos sonoros e, desde logo, o de uma chapada - porque a personagem que levanta a mão não tem na expressão o afago mas o bafio empertigado do respeitinho!; e foi a partir da segunda janela que fui fazendo a escolha de desenhos e dando-lhes o movimento quando tudo já me levava para outro tempo apesar de ter começado no presente com o desenho a que dei nome de 'isolamento visual', publicado na galeria de desenhos_2020, uma metáfora visual aos tempos de pandemia. A meio do trabalho fiquei sem conseguir reverter para a barra de frames e para a possibilidade de alterar e/ou aceder às imagens. Entre desistir e apagar tudo ou tentar sonorizar o que tinha, optei por seguir.

Foi no caos de ajustes de efeitos sonoros que me lembrei do software [opensource] audacity que já tinha usado há anos; instalado, o trabalho no som foi mais fácil e posso ter encurtado passos para a produção própria de efeitos sonoros e de narração, ou dito de outro modo: o futuro é já ali.

Apesar de um tanto críptica, a animação é suficientemente curta para não deixar ninguém desconfortável e pode ser entendida como uma alegoria do que fomos e do que ainda somos apesar das janelas que fecham ou que fechamos.

[imagem do ambiente de trabalho - se clicar na img poderá ver o vídeo]


#2D

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