• Nélia Duarte

da série I see people everywhere

Muito tempo sem pintar apesar de a meu favor ter o tempo, que muitas vezes me falta, para fazê-lo. O anúncio de um concurso de pintura de pequeno formato que encontrei por acaso [X edição Bienal Prémio Joaquim Afonso Madeira] levou-me a virar-me para uma tela muito pequena que havia cá por casa com o pensamento de que poderia pintar qualquer coisa para a eventualidade de vir a concorrer. Está aceitável sem estar tchan-nan.

Depois de pintada essa tela pequena, e porque tinha sobras de tinta, dei início a outro trabalho usando a mesma paleta de cores: branco, vermelho, azul, verde, amarelo; e os pincéis de cerdas ralas e muito rijas, que têm sido os meus preferidos dos últimos tempos. Pintei sem hesitações um retrato que me fez sentir muito bem comigo mesma.

Depois desse comecei outro, usando a mesma paleta de cores. E foi, como já havia muito tempo não me acontecia, um trabalho muito sofrido, que levou tempo e foi raspado aqui e ali algumas vezes. A tenacidade de que sou feita não me deixou largar, mas não sei se resiste. Na imagem, pela mesma ordem da leitura, o primeiro e o último. Nos ouvidos a voz de Neil Young tranquiliza-me: I've got my friends in the world | I had my friends | When we were boys and girls | And the secrets came unfurled | City of brotherly love




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