• Nélia Duarte

As únicas coisas belas são as que nos dizem respeito (O.Wilde)

Seguir um guião é como o desenho à vista. Depende muito mais da disciplina de trabalho, método, correcção do que da espontaneidade, do estar aqui e estar ali, da descoberta do que vai aparecendo, esse entusiasmo com tudo o que nos surpreende. Vem isto a propósito de andar com muita vontade de fazer uma animação by the rules mas só entravo. Desde logo preciso de uma história curta risível e fácil de contar por imagens; e animadas! o que só dificulta…

Vou fazendo capturas em tempo real do que vou desenhando nas tardes de sofá com a minha cadela a empurrar-me o braço e a dificultar-me a posição. Quando começo a submergir no traço é um tempo de prazer imenso que me impede de querer sair dele, e vou ficando até sentir sede e dor lombar. Fiz uma ou outra experiência usando fotos e voltei ao desenho básico, à forma mais elementar e sempre de bom resultado: ao traço.

aqui numa paisagem que resulta sempre, horizonte recortes de elementos;

aqui com a memória de Mademoiselle Anita no salão de baile «La Boule Rouge», do fotografo Robert Doisneau;

aqui duas das inúmeras personagens que me habitam;


Bowie tinha capacidades vocais únicas e excepcionais, isso percebe-se sempre que o ouvimos mas é particularmente notável quando se ouve May Way que já se ouviu pela voz de outro que foi considerado a "voz". Bowie supera Sinatra, penso, ouvindo-o, num daqueles momentos em que só por isto apetece chorar.

"For what is a man, is it just aught? | What is a man but just a blot? |To say the things he truly feels and not the words of one who kneels |The records sold, and life was gold, I did it my way"

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