• Nélia Duarte

a sujar de tinta

Ultimamente tenho tido algumas dificuldades com o serviço de internet. O que não é mau. Ainda assim tenho tido alguns momentos de distração. No outro dia alguém quase enlouquecia de incompreendida irritação perante o apreço de tantos à obra “a mad woman” de Soutine, e suplicava por algum esclarecimento da parte dos que gostavam daquela coisa mal pintada e indigna de figurar numa página que se intitula Grand Artist. No meio de respostas durinhas e pouco simpáticas, parece que o 'alguém' ostentava no perfil relação próxima com as artes, uma pessoa disse simplesmente ‘it's very expressive’. E é por isso, talvez, que o que eu sinto é que a ‘mad woman’ é comovente.

Nestes dias tenho pintado mais do que vinha sendo hábito. Tenho algum tempo, o que ajuda bastante, mas também tinha saudades das tintas. Apesar disso, na primeira tinta que raspei com a espátula para voltar ao início, se tivesse como carregar em CTRL+ALT+Z (no teclado a conjugação de teclas que permite voltar atrás em muitos programas de desenho) tê-lo-ia feito. Não sendo possível somei uma figura a outra e acabei por concluir assim o trabalho. Borges tinha o tigre, eu tenho as vacas. Pintei mais duas telas onde há vacas e um ou dois toritos. Acabei o dia com um ceramista porque tem as cores da cerâmica. Gosto do ceramista, o que já não é mau.




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